#NoMundoPerfeito: Como enxerga um designer automotivo


Essa é uma matéria da AmoritzGT - Um blog sobre carros, pelo ponto de vista de um designer automotivo.


Muitas vezes eu me pego olhando detalhes minúsculos nos carros nas ruas, percebo coisas que antes não enxergava, e normalmente ainda fico olhando e olhando até conseguir entender o que o designer estava pensando para chegar naquele resultado, o que foi alteração da engenharia, o que o package do produto não permitiu que o designer conseguisse fazer o que ele queria.

Em qualquer área é assim, quanto mais vc se aprofundar no assunto vai começar a enxergar coisas que os outros não enxergam, para isso vc precisa de paciência, pesquisa e vontade.

Mas a ferramenta principal do designer automotivo é o sketch. Que surge de um papel em branco e uma caneta. Mas não se engane, essas duas ferramentas são o que fazem a idéia da cabeça do cidadão se tornar uma imagem em que os outros possam enxergar.

E para os outros entenderem o que vc quis passar, precisa de tempo para afinar a comunicação, assim como uma criança aprendendo a falar.

Eu recebo muitos sketches e portifólios de uma galera querendo saber o que eu acho, ou muitas vezes para encaminhar para a pessoa certa. Mas nem sempre consigo olhar com o tempo que aquele trabalho merece, pois eu sei o quanto o cara se dedicou para chegar naquele “um desenho”, quantos quilometros de linhas ele praticou.

Então, Artur Murcia, Diego Pires, Marvin Carvalho, não esqueci de vcs!

Mas hj esse post é dedicado ao Germano Borba, que é um desses malucos que curtem muito o design automotivo e acabou de se formar na FAAP, onde fui banca do seu TCC.

O sketch de baixo é o original, e o de cima é a minha opinião.

Quando se faz um sketch temos que ter em mente dois momentos claros; um é sketch para trabalho, ou seja um carro que está sendo feito realmente. E a outra opção é um sketch para fazer show, simplesmente para postar na net. O que é o caso deste sketch, ou seja:

Não vai se tornar real, então vamos extrapolar um pouco mais, vamos cortar cabeças, vamos raspar em lombadas, vamos invadir as faixas laterais da pista. Afinal hatch-lândia é coisa de Brasil, vamos pensar mais global.

Resumindo; quanto mais baixo, rápido e largo melhor. E nem sempre quanto maior a roda melhor, neste caso eu diminui a roda, proporção é tudo!

Lembrando que cada caso é um caso. Nem só de superesportivos vive o mundo, tem sim como fazer um carro pequeno e super legal, ou uma SUV que apaixonado por carros queira ter. Mas eu sou mais radical, para mim carro não é so para levar do A ao B.


Comentários:

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